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"A vida pode mudar a arquitetura. No dia em que o mundo for mais justo, ela será mais simples."

Oscar Niemeyer


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Maior prédio comercial movido a energia solar do mundo é inaugurado na China

Empreendimento tem cinco leques de painéis solares instalados na cobertura, que ocupam uma área de cinco mil m², gerando 95% da energia necessária para o local


Ana Paula Rocha

A China inaugurou em Dezhou, no noroeste do país, o maior prédio comercial movido a energia solar do mundo. O empreendimento, conhecido como Altar do Sol e da Lua, possui cinco leques de painéis solares instalados na cobertura, que ocupam uma área de cinco mil m², gerando 95% da energia necessária para o local.

Divulgação: Governo da China
Empreendimento é conhecido como Altar do Sol e da Lua

O edifício de 75 mil m² abrigará escritórios, centros de pesquisa científica, salas de reunião e treinamento, um centro de exposições e hotel. Além dos painéis solares, que economizam mais de 30% mais energia do que a meta de economia estipulada pelo governo, a concepção do projeto do prédio também foi ecoeficiente, exigindo apenas 1% da quantidade de aço que foi utilizada na construção do Ninho do Pássaro, um dos estádios olímpicos de Pequim.

Já com relação ao design, segundo o governo chinês, o prédio é inspirado em um relógio de sol e nos caracteres chineses para sol e lua. A cor branca adotada na fachada simboliza energia limpa, além de ajudar a refletir a luz do sol, reduzindo o calor.

O prédio será sede do 4º Congresso Mundial sobre Cidades Solares, que será realizado em 2010.

Divulgação: Governo da China
Painéis geram 95% da energia necessária para o edifício
Divulgação: Governo da China
Cinco leques de painéis solares ocupam área de cinco mil m²
Divulgação: Governo da China
Cor branca da fachada simboliza energia limpa, além de ajudar a refletir a luz do sol,
reduzindo o calor


FONTE:http://www.piniweb.com.br

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[download]REVISTA- AU novembro 2009

DownsTurbo

Estilo: Revista
Gênero: Arquitetura & Urbanismo
Edição: Novembro de 2009
Tamanho: 24 Mb
Formato: Rar / Pdf
Idioma: Português


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[download]REVISTA- AU outubro 2009

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HIGH LINE PARK

HIGH LINE PARK - Parque em Nova York, de James Corner Field Operations e Diller Scofidio + Renfro, foi implantado em linha férrea elevada, desativada desde 1980
POR CAMILA VIEGAS-LEE FOTOS FRAN PARENTES




O High Line, o mais novo parque de Nova York, foi inaugurado no que era uma linha férrea elevada abandonada desde 1980. Iniciativas públicas e privadas - incluindo ações da Associação dos Amigos do High Line - arrecadaram 44 milhões de dólares para a reforma e transformação para um novo uso. O resto dos 152 milhões de dólares foram levantados pela prefeitura (leia-se Michael Bloomberg) e por mais de 30 projetos em construção ao redor do parque - como o de Renzo Piano para a nova sede do Whitney Museum.

Segundo o New York Times, essa talvez seja uma das parcerias públicas privadas mais bem-sucedidas da cidade. A primeira seção, aberta em junho de 2009, vai da rua Gansevoort (um quarteirão abaixo da rua 12) até a rua 20. A segunda, da rua 20 à 30, deve abrir em 2010 totalizando 2,33 km de extensão. A linha férrea original de 1934 chegava até o Soho, mas a parte sul foi demolida nos anos 60 - e este teria sido o destino de toda a extensão da antiga linha se não fossem os esforços da associação formada em 1999 a partir de uma reunião entre empreiteiros e moradores do bairro.

Em 2002, os Amigos do High Line conseguiram provar para a prefeitura que os impostos gerados pelo parque seriam maiores que os custos de construção e reforma. No ano seguinte eles abriram um concurso arquitetônico e paisagístico. O estúdio de paisagismo James Corner Field Operations e o escritório de arquitetura Diller Scofidio + Renfro foram escolhidos. Dois anos mais tarde começou a construção, realizada em três fases. Todo o material que estava apoiado na estrutura foi removido e mapeado - o que inclui os trilhos de ferro, o cascalho, a terra e uma camada de concreto. Construiu-se um sistema de drenagem e a segunda camada de concreto, que faz parte da estrutura do elevado, passou por restauro e impermeabilização.

Depois, os elementos de ferro da estrutura do High Line foram lixados para a remoção da pintura original - que era de chumbo e, portanto, tóxica. Tudo realizado dentro de tendas fechadas de um pouco mais do que sete metros para deter as partículas de tinta. O ferro recebeu três novas camadas de tinta - a última, da mesma cor da original.

As partes que estavam quebradas foram restauradas e o que estava faltando foi refabricado para se aproximar do desenho original. E finalmente, instalaram-se faixas de metal inclinadas abaixo da estrutura para protegê-la de pombas.

A partir daí, a primeira seção do parque propriamente dito pôde ser construída. Essa fase incluiu a instalação de 3,5 mil placas pré-fabricadas de concreto para laje, 60 assentos de ipê brasileiro e peruano, dois elevadores, duas escadas rolantes e o plantio de cerca de mil árvores e 50 mil mudas de diferentes tipos de vegetação. E, sentado em uma das espreguiçadeiras entre as ruas 14 e 15, tem-se a melhor vista do rio Hudson.

Luminárias LED de alta eficiência foram integradas aos trilhos e iluminam o caminho do visitante à noite. As luzes ficam abaixo do nível dos olhos, o que permite que a vista se ajuste à luz ambiente. Outras lâmpadas também foram instaladas debaixo do High Line para iluminar a rua.

De acordo com os autores, o projeto foi inspirado na "beleza melancólica encontrada no High Line" - onde flora e fauna retomaram um espaço urbano que tinha sido abandonado pelo homem. A ideia era "reajustar um veículo industrial e o transformar em um instrumento de prazer pós-industrial". Para quem visita, é fascinante pensar que toneladas de carne, legumes e leite foram transportadas dos portos do Leste de Midtown aos mercados do Sul da ilha nos anos 40 e 50. O último carregamento, em 1980, continha três compartimentos de peru congelado.

Este é o segundo parque para pedestres construído a partir de linhas férreas do mundo. O primeiro, o Promenade Plantée, fica no 12o arrondissement em Paris. Há ainda projetos para a construção de um no Bloomingdale Trail, em Chicago, e no elevado do velho Viaduto Reading, em Callowhill, na Filadélfia.
FONTE:www.piniweb.com.br


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SIMPÓSIO INTERNACIONAL: O ARQUITETO E A CIDADE CONTEMPORANEA



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Conheça os projetos do Rio para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016


Cidade-sede da competição de 2016 vai aproveitar equipamentos do Pan 2007 e da Copa Mundial de 2014. Ainda assim, vai gastar pelo menos R$ 25 bilhões em infraestrutura e instalações esportivas


Ana Paula Rocha

O COI (Comitê Olímpico Internacional) escolheu o Rio de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. Concorria com o município brasileiro as cidades de Chicago (Estados Unidos), Tóquio (Japão) e Madri (Espanha). Com o tema "Viva sua paixão", o projeto Rio-2016 prevê que os jogos sejam disputados em quatro regiões da capital carioca: na Barra da Tijuca, em Deodoro, em Copacabana e em torno da área do Maracanã. As instalações esportivas serão ligadas por anel de transporte a ser construído no Rio de Janeiro, segundo informações do Comitê Olímpico Brasileiro.

Ginásio Olímpico - Barra


A Barra sediará cerca de 50% dos jogos de 2016. Lá, estará localizada uma grande área de entretenimento, com direito até a uma praia olímpica privativa de uso dos atletas visitantes; o Rio Centro; a Vila de Mídia, com os centros de imprensa, rádio e TV; e o Parque Olímpico, que terá o primeiro dos quatro palcos com transmissão ao vivo dos jogos e de grandes atrações musicais. A Barra ainda vai abrigar o Centro Olímpico de Treinamento, local de formação esportiva e treinamento para atletas de 22 modalidades.

Já a região de Deodoro será o palco para o hipismo, pentatlo moderno, esgrima e tiro esportivo. Além disso, o principal legado para a região de Deodoro seria a criação do parque radical, um empreendimento voltado para praticantes de mountain bike e BMX.

Centro Olímpico - Hóquei


O Maracanã será a sede do futebol e das cerimônias de abertura e encerramento dos jogos olímpicos e paraolímpicos. Logo ao lado, o estádio do Maracanãzinho sediará os jogos de voleibol. No estádio olímpico João Havelange, construído para os jogos Panamericanos de 2007, acontecerão as provas de Atletismo. Já o tiro com arco, assim como a partida e a chegada da maratona ocorrerão no Sambódromo, palco do carnaval carioca.

Na região de Copacabana, por fim, vão ser disputadas na Marina da Glória e ao longo da Baía de Guanabara as provas de vela, voleibol de praia, ciclismo de estrada, marcha atlética, triátlon, maratona e maratona aquática. O remo e a canoagem seriam disputados na Lagoa Rodrigo de Freitas.

O projeto olímpico do Rio está orçado em cerca de R$ 25 bilhões, dos quais 72% serão destinados às obras de infraestrutura, como transporte, saneamento e segurança, além da construção de instalações esportivas, da Vila Olímpica e centro de imprensa, entre outras obras. Outra parte dos investimentos previstos será destinada ao orçamento operacional do evento.

Centro de imprensa


Opiniões
Para Luiz Fernando Santos Reis, presidente do Sinicon (Sindicato Nacional Indústria Construção Pesada do Rio de Janeiro), a realização da Olimpíada no Rio de Janeiro deve tomar como exemplo a cidade de Barcelona, na Espanha. "Quem já viajou para lá antes e depois das Olimpíadas sabe as transformações que a cidade passou. Temos que seguir esse exemplo", afirma Reis.

"Ser escolhida como cidade-sede de um evento deste porte é muito bom, mas é preciso planejar a forma como serão feitos os investimentos", acredita Danilo Matoso, arquiteto e urbanista. Para ele, é preciso não repetir a experiência do Panamericano de 2007, em que não foi deixado um legado para o Rio de Janeiro. "As obras [das Olimpíadas] devem ser encaradas como vetores de desenvolvimento urbano da cidade como um todo", finaliza.

Participe da enquete: O que achou da escolha do Rio para as Olimpíadas de 2016?

Confira mais imagens:

Centro Olímpico de Desportos Aquáticos

Centro Olímpico - Judô

Centro Olímpico - Tênis

Ginásio de basquete

Ginásio de handball

Praia exclusiva da Vila Olímpica

Velódromo da Barra

Vila da imprensa

Vila Olímpica




Vila Olímpica


FONTE: www.piniweb.com.br

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